terça-feira, 12 de julho de 2011

Resultado do uso de drogas

Ausências de casa ou do trabalho repentinas e por longo tempo.

A presença de no mínimo três desses itens já é o suficiente para se identificar o usuário de droga. A abordagem nessa situação jamais poderá ser punitiva ou de condenação. Conselhos fatalmente serão inúteis, pois o prazer (mesmo que momentâneo) que a droga trás, é superior a qualquer argumento. Procurar ajuda de um profissional da área, com certeza é o melhor caminho. C - ADOLESCÊNCIA X DROGA Desde que o mundo é mundo o que os adolescentes mais desejam é serem diferentes de seus pais. Querem conquistar sua própria identidade. E no afã de conquistá-la surgem às brigas, os conflitos familiares. O que o senso comum denomina: choque de gerações. Surgem então mecanismos de defesa na intenção de não perderem o controle total da situação. Um deles é a intelectualização: elabora teorias para tudo, tem a solução para todos os problemas do mundo. Outro mecanismo de defesa é o ascetismo: desvaloriza os prazeres sexuais. As meninas se acham feias e pensam que nenhum menino olha para elas. Os meninos muitas vezes se afastam das meninas com medo de "levarem um não".
As dificuldades de trabalharem as diferenças sexuais, não permitem, a eles, que procure o outro. Sob o ponto de vista psicológico, essas transformações, geradoras de tantos conflitos, objetivam um ajuste de comportamentos e de atitudes, o que irá caracterizar o término da adolescência. Essas mudanças se encontram nas áreas:
Sexual: definição da sexualidade, capacidade de manter relações duradouras de amor terno e genital, nas relações heterossexuais.
Social: independência econômica, aceitar o trabalho como parte integrante do cotidiano.
Ideológica: formação de um conjunto de valores morais, ter suas próprias idéias em relação ao mundo
Vocacional: se definir e se estabelecer profissionalmente, entrada no mercado de trabalho.
Emancipação das figuras parentais: se independer dos pais tanto financeiramente como emocionalmente. Pode ocorrer alguns casos em que o indivíduo passe pela fase da adolescência e não amadureça em algumas dessas áreas. Vivendo sempre dependente, emocionalmente, das figuras parentais.
A emancipação dos pais é importante para que haja, futuramente, um retorno às figuras parentais numa nova relação baseada numa relativa igualdade. Os pais sempre serão pais e os filhos sempre serão filhos, mas a relação passará a ser de amizade. Até que num tempo futuro ocorrerá a inversão dos papéis. Os filhos é que cuidarão dos pais, levando ao médico, etc. Uma das queixas mais freqüentes dos adolescentes é não serem ouvidos pelos pais. Nem sempre esse "não-ouvir" é proposital. Na maioria das vezes os pais até ouvem seus filhos, mas não conseguem estabelecer um diálogo. E a isto os filhos denominam como "não-escuta". Na era da tecnologia, a TV, o computador, a internet (com papos virtuais), ocupam a vez das saudáveis conversas familiares. Existem famílias que quando desligam a TV, somem da sala, deixando-a vazia. Cada um vai para seu quarto. Não há ambiente para conversas. Nesse espaço vazio, o adolescente/jovem vai a busca de grupos em que possa colocar suas idéias, possa ser ouvido, ser entendido e ser aceito. Pois ali todos vivem a mesma situação de conflito. Ocorre que nem sempre esses grupos são de um convívio saudável. Esse agrupamento é um lugar em que muitas vezes a droga é apresentada como uma substância capaz de trazer alívio, descontração, prazer e relaxamento. Pois do contrário, se fosse apresentada como causadora de dor e morte, com certeza seus usuários seria em menor número. Para o adolescente/jovem, o prazer imediato que a droga oferece, é mais interessante do que qualquer perigo que ela possa trazer. Pois não teme a morte, ele pensa que é "invencível", "onipotente". O efeito que as drogas exercem no organismo vai depender de qual for usada.

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